Campinas prevê leitos temporários no Ouro Verde.

Com UTIs lotadas de crianças, Campinas prevê leitos temporários no Ouro Verde e reforça orientações contra virose

Hospital Mário Gatti suspendeu cirurgias eletivas por causa de lotação. HC da Unicamp e Celso Pierro, da PUC, também operam no limite da capacidade.

Com om hospitais públicos lotados de crianças internadas em UTIs pediátricas por causa de quadros respiratórios graves, Campinas (SP) planeja abrir cinco leitos temporários no Hospital Ouro Verde até o fim desta semana. De acordo com o secretário de Saúde, Carmino de Souza, ainda faltam adequações no local e o governo já reforçou orientação preventiva para tentar reduzir demanda de casos.

Ontem à tarde decidi com a diretoria da Vitale [administradora do hospital], e vamos abrir os leitos no espaço onde era a brinquedoteca. Muito provavelmente será feito remanejamento do pessoal que já está treinado”, falou o titular da pasta ao destacar que a medida será efetivada pela primeira vez, embora o município tenha anunciado a mesma ação quando houve situação idêntica em 2015.

Souza estima que o governo terá de aplicar entre R$ 50 mil e R$ 100 mil para custear todo processo, incluindo aluguel de equipamentos como respiradores e a climatização do espaço. Segundo ele, o setor já estava preparado e o valor do gasto corresponde a um uso estimado entre 50 e 100 dias.

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“Cada leito de UTI custa R$ 1 mil por dia. Hoje, a situação está um pouco mais tranquila, não temos crianças entubadas nos prontos-socorros, conseguimos acomodá-las nas UTIs”, falou.

Por outro lado, o diretor médico da unidade, Álvaro de Souza Lima, explicou à EPTV, afiliada da TV Globo, que o processo deve levar até 30 dias para ser finalizado.

Nesta terça-feira (25), os dez leitos do Ouro Verde estavam ocupados e ele destacou que isso ocorre desde o mês passado, em virtude da alta de casos de crianças infectadas pelo vírus sincicial (VSR). Elas apresentam principalmente falta de ar e podem ter febre alta, além de coriza e chiado no peito.

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criança mario gati

Hospitais lotados

Desde segunda-feira, o Hospital Dr. Mário Gatti suspendeu as cirurgias eletivas (agendadas), em virtude da lotação dos dez leitos de UTI pediátrica, e outros dez espaços equipados para tratamento das crianças. Segundo o presidente da unidade médica, Marcos Eurípedes Pimenta, todas foram infectadas pelo vírus sincicial (VSR), que acomete principalmente as crianças com até 2 anos.

A Prefeitura informou que as cirurgias marcadas para outros dias serão reavaliadas diariamente.

O Hospital de Clínicas da Unicamp informou, por meio de assessoria, que os dez leitos de UTI pediátrica estão lotados, entre eles, dois ocupados por pacientes com VSR.

Já no Hospital e Maternidade Celso Pierro, da PUC-Campinas, estão lotados os 16 leitos de UTI neonatal, e os cinco da UTI pediátrica, informou a assessoria da unidade médica.

“Cerca de 70% das internações nesse período do ano são relacionadas aos quadros respiratórios, principalmente lactentes [29 dias a 11 meses e 29 dias de vida], e crianças de 1 a 2 anos de idade. As principais patologias respiratórias são: bronquiolite, asma, pneumonia e lactente chiador.”

As unidades do Madre Theodora e Casa de Saúde informaram que atendem normalmente.

O que diz o estado?

A Secretaria da Saúde do estado destacou, em nota, que a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) é um sistema online que funciona 24 horas por dia e busca vagas de terapia intensiva disponíveis em várias unidades, na região de origem do paciente e no estado.

“Vale ressaltar que o SUS [Sistema Único de Saúde] funciona em rede e, se houver eventualmente ocupação máxima de leitos em uma determinada cidade, os pacientes podem ser transferidos a outros hospitais da região e do estado que ofereçam esse recurso”, informa texto da assessoria.

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